Veja como foi a primeira edição da Revista Flop
- Verificado por: PokerListings
- Última atualização em: maio 20, 2026 · 6 min minutos de leitura
A primeira edição da Revist Flop foi lançada em abril de 2007. Desde então, muita coisa aconteceu no poker brasileiro em quase 20 anos. Grandes nomes da época, como Christian Kruel e Raul Oliveira, já não são mais os grandes destaques dos principais portais de notícias, dando espaço para outros como Kelvin Kerber e Yuri Martins, mas foram fundamentais para a consolidação do jogo no país.Neste artigo, a PokerListings mergulha na história do poker brasileiro fazendo uma “tour” pela primeira edição da Revista Flop, visando relembrar um pouco dos primeiros anos do poker no Brasil. Criada pelo antológico André Akkari ao lado de seus amigos Juliano Maesano e Eduardo Parra, a publicação durou quase 10 anos, sendo descontinuada em 2016, sendo importantíssima para que o poker alcançasse o patamar atual nacionalmente.
A primeira edição da Revista Flop
Lançada em abril de 2007, a primeira edição da Revista Flop tinha Juliano Maesano como editor-chefe. O mesmo também ocupava a função de diretor ao longo de Akkari e Parra, como dissemos anteriormente. Maesano abre a primeira edição com um editorial que explica bem o que a revista deseja entregar para os seus leitores.
Foram cinco meses até o momento de lançamento, com diversas mudanças de decisões: desde o nome do projeto até a escolha de diagramação, fontes, cores. O objetivo, entretanto, sempre foi o mesmo: disseminar e solidificar o poker no Brasil.
Mas não era só sobre isso. Na época, o poker também ainda sofria com preconceito, sendo considerado um jogo de azar por muitos – inclusive pela polícia, ainda que legalizado no Brasil. A Revista Flop também tinha esse objetivo: desmistificar o jogo como um esporte ilegal e caracterizá-lo como um jogo aceito socialmente e um esporte sadio.
Por fim, a Revista Flop também garantiu algo importante para o poker nacional: acompanhou o crescimento do jogo no Brasil e apresentava, todas as edições, os resultados positivos que começavam a surgir nas mesas virtuais e nos salões do país e do mundo.
Omega Texas Club e as “Damas do Poker”
Na continuação da Revista, temos acesso a um resumo do que poderiamos encontrar entre os conteúdos. Destacam-se os torneios realizados pelo Omega Poker Club – que sediou o maior evento realizado no Brasil até então – e o Tower Cruise, um torneio realizado a bordo de um cruzeiro.
Além disso, a Revista também trouxe um artigo sobre a Nutzz!, uma das primeiras organizadoras de torneios de poker do Brasil, sem deixar de falar também sobre grandes jogadores nas reportagens “Profissão Poker”, onde contam a história de jogadores que largaram tudo para viver de poker, e o “Damas do Poker”, onde inspiram outras mulheres com exemplos de jogadoras que já haviam se profissionalizado na época.Grandes nomes do poker brasileiro como Akkari, Igor Federal e C.K. também contribuíram com colunas ao longo da revista, trazendo insights valiosos sobre o jogo em si.
Revista Flop era fonte de conhecimento puro
A primeira edição da Revista Flop já prova uma coisa: os jogadores que tinham acesso a esse conteúdo recebiam informações super importantes para quem tentava se tornar profissional no jogo.
Logo de cara, a primeira coluna é assinada por Maria “Maridu” Mayrinck, uma das primeiras mulheres brasileiras a se tornar profissional, jogando pela PokerStars na época. Maridu trouxe como perspectiva a necessidade de aceitar a derrota no poker.
A jogadora explica que, grandes jogadores tem algo em comum: não se abalam com derrotas e bad beats. Maridu explica que o poker é um jogo de longo prazo e que resultados ruins são comuns por conta da variância. O importante, para a jogadora, é manter a resiliência, sabendo que escolhas boas trarão os resultados positivos a longo prazo.
Para Maridu, o que “acaba” com uma sessão – ou bankroll – é o tilt após uma bad beat. A partir do momento em que uma mão ruim abala o psicológico de um jogador, é nesse momento que ele se torna um jogador mediano ou ruim. Você pode até ter todo o conhecimento do mundo sobre o jogo, mas a partir do momento que uma derrota abala suas decisões, você passa a ser um dos piores na mesa.
Igor Federal e o uso do all-in
Na sequência, o profissional Igor Federal fala sobre o “spam” de all-in que costuma ver quando está jogando contra não-profissionais. Segundo o jogador, essas decisões raramente acontecem entre profissionais, mas vivem se repetindo entre amadores.
Ele associa essa realidade a um fato curioso: grandes jogadores como Phil Ivey e Daniel Negreanu já ganharam mãos grandiosas com all-in televisionados, mas com uma explicação: o all-in é uma arma importante na reta final de torneios. Jogadores amadores que costumam assistir somente essa parte dos eventos passam a acreditar que essa é uma ação comum e replicam em todas as fases de seu jogo.
Federal relembra que esses nomes citados anteriormente, antes de chegar nas mesas finais, provavelmente usaram pouco – ou nenhuma vez – o all-in. Isso porque sua utilidade se reduz bastante quando você é profissional. Igor explica quando usá-lo também:
- Para defender uma mão melhor: quando seu adversário está apostando alto mas você sabe que sua mão é a melhor até o momento.
- Quando o adversário quer entregar tudo: quando você definitivamente está ganhando e seu adversário não para de apostar.
- Em reta final de torneio: aqui o all-in se torna muito comum, especialmente quando os blinds estão muito altos e os stacks curtos.
Akkari e o nível do poker no Brasil
Quem também da a sua parcela de contribuição na Revista Flop é o fundador André Akkari. Considerado por muitos o melhor jogador de poker do Brasil no início dos anos 2000, Akkari afirma em sua coluna que os jogadores brasileiros não estão longe – em nível de habilidade – dos estrangeiros.
Para Akkari, ainda que o clima das transmissões televisionadas criem uma certa “aura” ao redor de nomes grandes do poker internacional, estar presencialmente demonstra que os jogadores do Brasil tem nível suficiente para enfrentá-los. Ele cita sua participação no L.A Poker Classic, da World Poker Tour, onde enfrentou por algumas horas Brett “Gank” Jungblut, campeão da WSOP e milionário do poker.
Para Akkari, muitos jogadores brasileiros tomariam decisões parecidas ou até mesmo melhores do que Gank, confirmando o que aconteceria ao longo dos anos seguintes: os brasileiros que tem oportunidade de jogador torneios internacionais estão amassando grandes nomes atualmente.
Revista Flop também contou histórias
A Revista Flop não se dedicou as dicas somente. Muitas histórias são contadas na primeira edição. Desde um artigo sobre as mulheres do poker, onde se fala sobre nomes como Marta Putz, Lucia Doria e Solange “XT” Grosso,algumas das primeiras representantes do jogo no país; até um artigo onde contam a história de jogadores que largaram profissões tradicionais para viver de poker.
Por fim, entre as utilidades que a revista entregava, podemos destacar um glossário com termos importantes para o jogo; um calendário com os principais eventos internacionais e nacionais; uma tabela com porcentagem de odds e outs para diversos tipos de mãos e os rankings atuais para séries nacionais e internacionais.
O que podemos ver é que a Revista Flop foi pioneira e fundamental para o crescimento e consolidação do poker no Brasil, atingindo seu objetivo principal. Foram mais de 50 edições em pouco menos de 10 anos, demonstrando que seu sucesso foi longo. Hoje, o Brasil se destaca em grandes eventos internacionais, com dezenas de braceletes da WSOP, grandes resultados, jogadores figurando entre os melhores do mundo e séries que viajam todos os cantos do país.
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