5 jogadores de poker que já foram presos
- Verificado por: PokerListings
- Última atualização em: fevereiro 23, 2026 · 6 min minutos de leitura
Recentemente, o campeão do The Legends do BSOP em 2024, Leandro Zavodini, foi preso por envolvimento em um esquema milionário de desvio de energia. O empresário do agro não é o primeiro – e provavelmente não será o último – craque do poker que já teve problemas com a Justiça.
Por movimentar muito dinheiro, o poker atrai profissionais que ganham a vida com o jogo, amadores que sonham com cravadas épicas e um terceiro tipo de pessoas: as que gostam da ideia de ganhar dinheiro “fácil” e veem no esporte da mente mais uma oportunidade.
Alguns até se tornam bem-sucedidos – e famosos – no poker e fora dele. Mas uma boa parte deles não consegue sustentar seus crimes por muito tempo e acabam pagando pelos seus crimes, como nos casos que contaremos a seguir.
Leandro Zavodini

O nome de Leandro Zavodini inevitavelmente ficará para a história do poker, tendo em vista que o jogador ganhou o maior prêmio único da história do jogo no Brasil, ao conquistar o título do “The Legends” no Brazilian Series of Poker de 2024. Mas seu nome também ficará marcado por um motivo distinto: condenação por participação em um esquema milionário de desvio de energia.
Zavodini é um jogador regular antigo e vitorioso. Em 2016 e 2019 já havia obtido títulos no BSOP, além do vice no Main Event do BSOP Millions 2016. Mas foi em 2024 que o patamar de suas conquistas mudou e o empresário embolsou R$ 3,5 milhões (+ US$ 600 mil) pelo título do The Legends.
Um ano depois, no BSOP Millions, o jogador quase conseguiu uma dobradinha ao terminar o R$ 250K High Roller na 2ª posição, embolsando mais US$ 400 mil. Menos de 10 dias depois, Zavodini foi preso no hotel onde estava hospedado para o BSOP Millions, acusado de ser o mandante de um esquema para desvio de energia.
Segundo as investigações, Zavodini deixou de pagar mais de R$ 1 milhão, sendo esse considerado um dos maiores esquemas de desvio de energia da história do Mato Grosso, estado onde a empresa do jogador está sediada.
Marcelo Mesqueu

Entre os 25 jogadores mais bem-sucedidos da história do poker brasileiro, Marcelo Mesqueu escondia uma face que muitos não conheciam. Por trás do multicampeão, uma rede de crimes que culminaram na prisão do empresário, acusado de ser o mandante de um duplo homicídio.
Com mais de US$ 2 milhões em ganhos na carreira, Mesqueu atingiu o seu maior título na EPT Monte Carlo, quando venceu o Main Event para uma cravada de US$ 988 mil.
Extremamente técnico, o craque possui dezenas de títulos, especialmente no BSOP e na Kings Series of Poker (KSOP), as duas maiores séries do Brasil. Entretanto, a trajetória vitoriosa que começou em 2010 foi interrompida em julho de 2025, quando o jogador foi preso pela Polícia Federal em sua mansão, na Barra da Tijuca.
Em 2023, ele já havia sido preso, denunciado pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro – todos associados a exploração de jogos de azar.
Utilizando tornozeleira eletrônica desde a metade de 2024, Mesqueu foi preso novamente acusado de ser o mandante de um duplo homícidio. Ele teria mandado matar Haylton Carlos Gomes Escafura (e a namorada da vítima) em uma disputa por “pontos” na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A situação abalou a comunidade do poker, que sempre admirou suas conquistas no jogo.
Mike Matusow

Mike Matusow, ou “The Mouth”, é um dos jogadores de poker mais populares do mundo, com mais de US$ 10 milhões ganhos somente em torneios ao vivo. São quatro bracelete da WSOP, sendo que o primeiro veio em 1999 – além de título no Torneio dos Campeões em 2005.
Matusow recebeu o nome “The Mouth” porque é muito conhecido pelo trash talk nas mesas, mas suas grandes conquistas no início dos anos 2000 não lhe impediram de enfrentar problemas com a Justiça: entre 2004 e 2005, ficou preso seis meses após ser pego ao “passar” ecstasy e remedios para dor para um polícial disfarçado.
Mas a história de Matusow com o poker não parou por ai. O jogador pegou US$ 5 mil emprestados com Phil Hellmuth após torrar todas as suas economias enquanto estava preso e conseguiu dar a volta por cima.
Conquistou dois braceletes, em 2008 e 2013, além de outros milhões de dólares. Matusow já revelou que o seu envolvimento na venda de drogas foi causado por “medo” do seu amigo, que estava envolvido com o crime.Com uma história cheia de altos e baixos, Matusow atrai milhões de fãs no mundo todo. Isso lhe levou a escrever uma autobiografia chamada “Check Raising the Devil”, publicada em 2009, e a contar sua história em um documentário, de título “Matusow”, lançado em 2024.
Cory Zeidman

O nome Cory Zeidman desperta lembranças desagradáveis para dezenas de jogadores que tiveram a “oportunidade” de dividir a mesa com ele nos anos 2000 e 2010.
Uma espécie de “Karbhel” de sua época, o jogador já conquistou um bracelete da WSOP e até mesmo participou do programa High Stakes Poker, mas ficou conhecido por um motivo desagradável: provocações, trapaças e slowroll. Sua participação no Main Event da WSOP em 2005 e táticas para desestabilizar Jennifer Harman ficaram marcadas na época.
Entretanto, em 2022 o “karma” chegou para Cory. Ele foi preso pela Polícia Federal dos EUA sob acusação de lavagem de dinheiro e fraude. Desde 2004, o jogador oferecia “consultorias” de apostas esportivas através de uma empresa, prometendo aos clientes “informações privilegiadas” durante as conversas.
Entretanto, Cory e seus comparsas mentiam durante todo o tempo, e o esquema que durou mais de 15 anos foi desmantelado em 2020. Estima-se que os criminosos tenham lucrado mais de US$ 25 milhões.
Cory se declarou culpado em 2024 e foi condenado a 46 meses de prisão em regime fechado – uma pena superior a que era esperada para o jogador.
Christian Lusardi

Christian Lusardi talvez é o único nome da nossa lista que foi preso por envolvimento direto com trapaças envolvendo o poker. Ele ficou conhecido por levar suas próprias fichas para um torneio de poker ao vivo.
O caso ocorreu em janeiro de 2014, em Atlantic City, nos EUA. O torneio tinha buy-in de US$ 56, mas contou com quase 5.000 participantes, elevando o prize pool.
O jogo foi interrompido quase no final (restando apenas 27 jogadores) quando os organizadores notaram que estavam circulando fichas extras. Primeiro o jogo foi interrompido por 24 horas, mas depois foi cancelado (com mais de 400 jogadores já tendo recebido suas premiações).
Ai é que entra Lusardi: o trapaceiro foi preso após a polícia achar fichas no encanamento do seu quarto de hotel. Durante o torneio, ele chegou a ser o chip leader no final do Dia 1, mas foi eliminado em uma posição intermediária, ganhando US$ 6.814.
Dias depois do torneio, a polícia identificou que Lusardi tentou se livrar de mais de 500 fichas falsas pelo vaso sanitário. Durante a investigação, também encontraram dezenas de milhares de DVDs piratas na casa de Lusardi. Com duas condenações diferentes, o jogador recebeu uma pena somada de 8 anos, mas foi liberado em 2017 após cumprir um total de cinco anos.
Ele também pagou US$ 1 mil de indenização pelos DVDs e quase U$ 500 mil em indenização pelo prejuízo ao torneio e ao encanamento do hotel.
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