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3 vezes em que Felipe “Mojave” chegou perto do bracelete da WSOP

3 vezes em que Felipe “Mojave” chegou perto do bracelete da WSOP

Ao falar de poker no Brasil, Felipe “Mojave” Ramos é definitivamente um dos nomes mais reconhecíveis, tendo em vista sua longa e vitoriosa carreira. São mais de 20 anos como profissional, com inúmeros títulos e ganhos expressivos em torneios virtuais e ao vivo. Apesar de toda a trajetória positiva de Mojave, um feito escapou das mãos do jogador algumas vezes: o título da World Series of Poker, a série mais prestigiada do poker mundial. O sexto brasileiro mais bem-sucedido no ranking de ATM da Hendon Mob bateu na trave três vezes, mas nunca ganhou um bracelete da WSOP.

Quem é Felipe “Mojave” Ramos?

Felipe “Mojave” Ramos é um dos nomes mais populares do poker no Brasil e também um dos responsáveis pela popularização do jogo no país, graças aos seus resultados consistentes como profissional. 

Com mais de US$ 4,6 milhões ganhos em torneios ao vivo e quase 100 mil seguidores no Instagram, Mojave é o embaixador brasileiro da GGPoker – plataforma que também detém os direitos da World Series atualmente. 

São cerca de 20 anos como jogador profissional de poker, com resultados expressivos desde o início de sua carreira: como o título da WSOPC, em 2010, que lhe garantiu um anel do circuito. 

Como embaixador da GGPoker, Mojave não perde nenhuma edição da WSOP e tem mais de 50% (US$ 3,1 milhões) dos seus ganhos provenientes da série. São 200 cashes e 17 FTs, com três vices em torneios de bracelete.

E é sobre isso que falaremos a seguir:

O primeiro vice: WSOP Online 2021

O primeiro vice de Mojave veio em 2021 – na WSOP Online, que ocorria durante a pandemia da COVID-19. No Evento 12: US$ 1.000 NLHE (Double Stack), Mojave enfrentou um field gigantesco, com 5.894 entradas, disputando uma premiação total de quase US$ 6 milhões.

Com 900 jogadores restantes no Dia Final, o torneio contava com grandes nomes do poker mundial, como Daniel Negreanu, que caiu na 83ª posição. Mesmo com centenas de jogadores nas mesas no início do último dia, foram necessárias apenas nove horas para o evento chegar ao fim.

Chip leader na chegada da FT, Mojave só perdeu a liderança quando o búlgaro Stoyan Madanzhiev eliminou três jogadores em sequência – os três primeiros da FT. Com uma ótima run, Madanzhiev foi ousado demais na sequência e acabou eliminado por Hinas Jirome, da Coreia do Sul.

Foi aí que Jirome tomou a frente do torneio, eliminando todos os jogadores restantes, inclusive Mojave, para conquistar o título.

A mão final foi cruel com Mojave, que segurava um AJ contra um A6 do adversário. No flop, um J69 manteve Mojave na liderança, enquanto o Q no turn não mudou nada. Mas um cruel 6 no river eliminou o brasileiro, que levou US$ 476 mil pela 2ª posição – uma das maiores premiações de sua carreira.

Dois anos depois, um novo vice em Vegas

Felipe “Mojave” Ramos
Felipe Ramos

A segunda deep run pelo bracelete de Mojave não demorou muito para chegar. Dessa vez presencialmente em Vegas, o profissional jogou o Evento 12: US$ 5.000 No Limit Hold’em (Freezeout) contra um field estrelado com mais de 735 adversários – entre eles Jenne Lonis, Rafa Moraes e Kristen Fox.

A mesa final também foi boa para Mojave, que eliminou os dois primeiros adversários e chegou a ser chip leader quando a mesa tinha seis jogadores.

A mesa seguiu até o cansativo embate entre Mojave e o estadunidense Jeremy Eyer, em um heads-up que durou cerca de três horas. A liderança trocou de jogadores diversas vezes e foi em um cooler que Ramos viu a chance de ser campeão ir embora. O jogador segurava um JJ contra QQ de Eyer.

O board de 7Q792 não deu chances para Mojave, eliminado em 2º lugar novamente, dessa vez para garantir pouco mais de US$ 401 mil.

Ele não desiste: Mojave perde para ex-campeão do WSOP Main Event

Não faz muito tempo que Mojave chegou próximo do título da World Series. Em mais um Evento 12, dessa vez o US$ 10.000 Mixed Games (8-Game), o jogador enfrentou um field mais seleto, com 115 entradas, na WSOP Paradise 2025.

Nomes como Michael Watson, Chris Klodnicki e o campeão do WSOP Main Event 2021, Koray Aldemir, estavam presentes na FT, além do brasileiro Jonatas Freitas.

O vice teve um sabor mais “amargo” para Ramos dessa vez porque veio de uma virada histórica. O jogador brasileiro possuía uma vantagem de 3:1 em fichas contra Aldemir, mas tomou a virada durante o heads-up que lhe fez escapar o título por entre os dedos.

Nas redes sociais, Mojave demonstrou descontentamento com a derrota. “Infelizmente, não deu para fechar, mesmo com muitas chances e favorito. Assim que é”, desabafou em sua conta do Instagram.

Mesmo sem o bracelete, o brasileiro ainda saiu com o bolso forrado: foram US$ 188.900 como premiação.