Gjergj Sinishtaj, o prodígio do pôquer pela internet

Gjergj Sinishtaj

Gjergj Sinishtaj: “Eu Tinha Mais de US$ 200 Mil na Internet Quando Tinha 14 Anos” Talvez você não o reconheça, mas Gjergj Sinishtaj já havia amealhado mais de US$ 200 mil jogando pôquer pela internet antes que tivesse idade para dirigir.

Confira as perguntas que muitos jogadores queriam ouvir

Sinishtaj foi um prodígio, não há outra maneira fidedigna de descrever a ascensão meteórica no pôquer pela internet que o fez ganhar quase US$ 1 milhão ainda na adolescência.

Nascido em Sterling Heights, Michigan, Sinishtaj estava ocupado amealhando potes e mais potes no valor de centenas de milhares de dólares enquanto as crianças da idade dele estudavam álgebra.

Colocando as coisas em perspectiva: Sinishtaj joga desde tão novo que sequer se lembra exatamente como entrou para o pôquer.

Durante esse tempo no pôquer, Sinishtaj já jogou em alguns dos maiores jogos pela internet que se possa imaginar, praticamente coestrelou o 2M2MM como um arqui-inimigo de Jay Rosenkrantz e fundou seu próprio negócio, e fez a maior parte disso antes de ter idade para comprar cerveja.

PokerListings: Em primeiro lugar, tenho que perguntar, o seu nome é muito incomum, qual é a sua origem?

Gjergj Sinishtaj: Nasci e fui criado em Sterling Heights, Michigan, que fica cerca de 25 a 30 minutos ao norte de Detroit. Mas minha mãe e meu pai nasceram na Albânia, e defendem muito a manutenção da herança albanesa!

Gjergj, que se traduz como George no inglês dos EUA, é um nome comum na Albânia. Sou o caçula de seis e todos os meus familiares têm nomes albaneses tradicionais.

PL: Pode falar um pouco sobre como começou no pôquer? Quando se lembra de ter visto pôquer pela primeira vez? O que foi que o cativou no pôquer?

Eu era tão novo que é difícil lembrar de uma coisa que aconteceu há tanto tempo para explicar com exatidão.

PL: É verdade que você montou uma banca de US$ 100 mil antes de chegar aos 14 anos?

Quando eu tinha 14 anos, minha banca era de mais de US$ 200 mil na internet. Com 15 anos, era de quase US$ 1 milhão.

PL: Como foi que você foi progrediu pelas somas?

Quando comecei a jogar a dinheiro pra valer com 12 anos, jogava com duas contas de pôquer de familiares. Rapidamente me irritei depois de ganhar, com muito esforço, prêmios de US$ 20 e US$ 30 em jogos com os menores riscos possíveis e por não poder montar minha própria banca nesse processo.

Me dispus a resolver o problema com minhas próprias mãos. Lembro que fui a Walgreens, comprei um cartão de crédito recarregável e carreguei com US$ 250. Acabei criando uma conta no Absolute Poker no nome da minha irmã e depositei os fundos.

Usando um sistema rigoroso de gestão de banca, eu estava empolgado para sentar às mesas. Transformei o depósito de US$ 250 em US$ 15 mil depois de poucos meses. Foi aí que me dei conta do quanto estava deixando de ganhar dinheiro jogando diuturnamente sem a porcentagem que a pessoa recebe de volta com base no acumulado que gera. Acabei expandindo para duas outras páginas, Bodog e Cake Poker, e montei minha banca até US$ 200 mil dentro de um ano.

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Enquanto eu montava minha banca, me transformei em um especialista de “No-Limit Hold’em Um Contra Um”.  Como não era sempre que havia ação nos jogos de montantes mais altos nessas páginas, e como o Bodog só tinha um jogo máximo de 10-20, saí em busca de outras opções. Outras páginas de pôquer em que entrei foram Ultimate Bet, Wingows, Carbon Poker, EuroLinx, e mais algumas outras.

PL: Quais foram os maiores jogos em que entrou antes de fazer 18 anos?

O maior em que entrei antes de fazer 18 anos foi um jogo da NLH de 200-400 no Euro Linx contra Larz Luzak. Alguns outros jogos grandes foram um da NLH de 100-200 match contra um oponente desconhecido (TODOALATAQUE) na Ultimate Bet e um de 100-200 contra outro oponente desconhecido (Disneyland) no Wingows Poker. Meus montantes normais eram de US$ 10-20/25 até US$50/100, então, e me lembro especificamente desses jogos porque eram oportunidades para mim.

PL: Você foi afetado pelos escândalos dos superusuários na Rede CEREUS ou pelo fechamento de alguma outra página?

Sou muito grato por ter começado a jogar com montantes maiores no Ultimate Bet quando comecei, porque fiquei de fora por muito pouco de toda aquela besteira de superusuário. Não recebi nenhum reembolso, e quando fiquei sabendo do escândalo, me lembro que a trapaça de verdade aconteceu antes de eu começar a jogar naquela página.

O fechamento do Euro Linx não me afetou em nada, graças ao meu jogo de US$ 200/400 contra Lars Luzak. No entanto, o fechamento do Wingows me afetou bastante. A página acabou, e infelizmente eu tinha US$ 220 mil na conta, e sem a menor chance de reaver. O Wingows fazia parte daquele furdúncio do Future Bet/Digital Gaming Network. 

PL: Seus pais sabiam dos montantes que você colocava em jogo?

Acho que meus pais só foram saber das quantias de dinheiro que eu realmente “arriscava” mais ou menos quando eu tinha uns 16 anos. Ressaltei quando falei sobre arriscar porque sempre os levei a crer que eu iria jogar só em torneios com buy-ins pequenos e arriscaria pouco dinheiro para ganhar muito em campos com muitos jogadores.

Achava que se eles soubessem que eu ganhava e perdia dezenas de milhares (às vezes mais de US$ 100 mil) frequentemente, eles não aprovariam. Nenhum pai ou mãe quer ver um filho sendo criado no meio do jogo a dinheiro. Para piorar a situação, eles viam o pôquer como se fosse 21, roleta, dados, jogos de cassino. Levei muito tempo e precisei explicar bastante para que eles percebessem que é, na verdade, um jogo de habilidade.

PL: Era estranho frequentar o Ensino Médio e ao mesmo tempo ganhar/perder dezenas de milhares de dólares na internet?

Durante essa época da minha vida, eu estava apaixonado pelo pôquer, minha vontade era comer, dormir e respirar pôquer. A escola atrapalhava o tempo que eu podia me dedicar, mas eu ainda precisava tirar boas notas e manter presença nas aulas. Eu me sair bem na escola era meio que uma espécie de passe livre dos meus pais para que eu jogasse o pôquer.

Era um pouco esquisita a minha vivência com a garotada da escola. Nunca me vi como se fosse melhor que eles, mas ter uma vida financeira melhor que até mesmo meus professores era um pouco esquisito. Eu não convivia muito com o povo da escola fora do horário escolar. Eu só conseguia pensar em voltar para o computador e jogar mais pôquer. Essa é a única coisa que eu olho para trás e torço o nariz. As experiências que deixei de viver quando estava crescendo porque o pôquer, literalmente, tomou conta da minha vida na adolescência.

PL: E por acaso esse sucesso precoce deixou você com uma visão ligeiramente distorcida quanto ao valor do dinheiro?

Como comecei muito novo, eu não entendia o verdadeiro valor do dinheiro e o quão é valioso. Não era como se eu tivesse já trabalhado fora, contas para pagar ou qualquer responsabilidade naquela época. Quando eu estava arriscando centenas de milhares de dólares na internet, eu não sabia o que aquilo significava, de verdade! Para mim, eram apenas números em uma tela, e o objetivo era deixar aquele número maior possível. Sinceramente, acho que isso serviu como uma enorme vantagem para mim. Imagina só, jogar contra o seu adversário sem a menor pressão de ganhar ou perder de uma perspectiva financeira, mas ainda assim, querendo muito vencer para fazer crescer aquele número na tela referente à sua banca.

PL: Como foi estrelar aquele episódio de 2M2MM quando jogou aquela partida épica contra Krantz? Você se lembra muito da sessão? Muita gente ficou perguntando a respeito?

Aquele foi, definitivamente, um dos meus momentos de maior orgulho. Aos 16 anos, ver meu apelido derrotar alguém no um contra um em rede nacional, foi uma sensação ótima. Muitos acham que minto, mas eu não fazia a menor ideia de que o jogo seria exibido na TV. Ora, nem saber quem estava por trás da conta “ELDERWAND” eu sabia, enquanto nos enfrentávamos. Quando o programa foi ao ar pela primeira vez, eu sequer estava assistindo. Recebi um monte de mensagens de amigos pelo AIM, e foi assim que descobri.

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Os únicos detalhes de que me lembro daquela sessão são coisas que foram destacadas no episódio, porque até hoje ainda assisto de vez em quando. Teve uma mão em que eu tinha 8-9 e Krantz tinha 4-5 em um pote de 4 apostas, nós dois fizemos sequências, e eu joguei minhas fichas para cima dele e ganhei um pote de US$ 75 mil. Também tem uma parte em que Krantz diz: “Ele é superagressivo, cara, a 3ª aposta dele é de 40%!!!” 40% para uma 3ª aposta em qualquer jogo é inédito, quanto mais no No-Limit Hold’em.

Muita gente me perguntava do 2M2MM na internet e nas salas de bate-papo das páginas de pôquer. Respondi umas duas postagens no fórum e até criei um blog que teve vida curta. Foi muito difícil interagir com a comunidade e ter um blog. Eu não podia simplesmente aparecer e dizer a todos quem eu era realmente, porque eu jogava sem ter idade para isso. Achei que seria melhor deixar tudo aquilo quieto até que eu fosse maior.

PL: Acredito que você entrou na Série Mundial de Pôquer pela primeira vez este verão. O que achou dessa experiência?

Desde que comecei a jogar, na pré-adolescência, que anseio pela minha primeira Série Mundial de Pôquer. A experiência foi ótima! Cheguei extremamente perto de um bracelete, mas um resultado de sexto lugar na mesa final de um prestigiado torneio de Pot-Limit Omaha de US 10 mil ainda foi uma grande exibição.

Ganhar um bracelete sempre foi um dos meus objetivos, e capturá-lo em meu primeiro ano com idade para jogar teria sido notável. Não entrei em muitos torneios porque os jogos a dinheiro são onde concentro grande parte da minha energia. Acho que vou entrar em cerca de 10 torneios na próxima Série Mundial de Pôquer, e espero levar para casa aquela pulseira de ouro de que me aproximei tanto ano passado.

PL: Fiquei sabendo que você criou o VIPRakeback.net. Como é que a gestão empresarial se compara ao jogo de pôquer?

Acertou na mosca, criei a empresa quando tinha só 16 anos. A razão para criar o VIPRakeback foi simples. Naquela idade, vi o enorme potencial que tinha o pôquer, e queria alguma espécie de plano de emergência e uma renda consistente.

Em dois anos, levamos o VIPRakeback a milhares de usuários utilizando técnicas especiais de marketing que funcionaram muito bem. Tudo corria tranquilamente, e chegamos aos US$ 100 mil em renda mensal gerada. O que foi ótimo, sobretudo por chegarmos ao mercado quando ele estava saturado.

Então, chegou o que é conhecido de jogadores de pôquer do mundo todo como “Black Friday”. Nossa base de jogadores não era muito diversificada, e então, aquilo nos impactou com muita força, os negócios sofreram uma queda de 80% quase que da noite para o dia. Desde a Black Friday, parei de dedicar à página quantidades imensas de tempo e energia. O VIPRakeback.net continua ativo e recebe um tráfego aleatório, mas sequer chega perto dos números que já ostentou.

PL: Ainda reside nos EUA hoje em dia? Em caso negativo, joga algum pôquer pela internet? Como acha que os jogos estão atualmente em comparação com quando começou?

Sim, minha principal residência ainda são os EUA, mas ainda pratico o pôquer pela internet. Morando em Michigan, me sinto muito sortudo por estar próximo ao Canadá, onde tenho um apartamento e cruzo a fronteira quando quero jogar pela internet. Me saí muito bem ainda muito novo, sem qualquer experiência anterior, treinamento, livros, e isso, por si só, já mostra o quanto os jogos eram bons quando comecei. O pôquer mudou muito, com todas as ferramentas, softwares de monitoramento e páginas de treinamento que há hoje disponíveis, os praticantes melhoram muito mais rápido que antigamente, o que representa uma diferença enorme no ecossistema da comunidade do pôquer.

Sinceramente, em todos esses anos que tenho jogado na internet, nunca usei um HUD ou qualquer outro tipo de dispositivo de monitoramento. Agora, quando estou em uma mesa em que muito provavelmente todos os outros estão utilizando um HUD, fico sentindo que estou em desvantagem.

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Esse é um dos motivos por que estou me afastando do pôquer na internet, e jogando mais ao vivo. Em geral, prefiro o ao vivo ao da internet devido à interação social e às pessoas que você conhece. Sobretudo nos jogos de apostas mais altas, o conhecimento que você passa a ter com jogadores amadores que arrasam no pôquer do mundo real é muito valioso.

PL: Já que você tem alguma história no pôquer pela internet, onde acha que essa indústria chegará nos EUA?

Eu imaginava que, depois da aprovação em alguns estados, isso iria criar um efeito dominó e outros acabariam legalizando o jogo logo depois, mas não me parece que foi o que aconteceu. A única maneira com que o movimento poderia ganhar alguma força seria se os estados descobrissem uma forma de unir suas bases de dados referentes aos jogadores. Não sei direito se isso exigiria legalização a nível federal ou não. De qualquer forma, o pôquer na internet nos EUA nunca mais chegará perto de ser o que era antes da Black Friday. Como falei, sou muito sortudo por estar tão pertinho do Canadá para poder jogar nas melhores páginas de pôquer com muito pouco inconveniente.

PL: Além do pôquer e do VIPRakeback, em que mais está trabalhando? O que há no Bitcoin que lhe interessa?

Atualmente, o pôquer é a minha principal fonte de renda, mas espero que isso mude nos próximos anos. Meu objetivo é não depender somente do pôquer para ter o estilo de vida confortável a que me acostumei. Como falei, desde a Black Friday que não me esforço muito nem dedico muito tempo ao VIPRakeback. Outros projetos/investimentos em que estou trabalhando envolvem imóveis e o mercado de ações/commodities.

Também estava envolvido com uma sala de pôquer para caridade aqui no Michigan, mas o Conselho de Jogos do estado, o Michigan Gaming Board, recebeu uma forte pressão dos cassinos do centro e cerca de 75% das salas para caridade foram fechadas. Gosto tanto do Bitcoin porque é possível movimentar grandes montantes de dinheiro de imediato e em condições de anonimato.

Para um jogador de pôquer, se os cassinos começarem a aceitar Bitcoin, seria muito mais seguro que ficar carregando dinheiro em espécie por aí em uma mochila em aeroportos e em cidades com as quais não temos familiaridade. O Bitcoin reúne ótimas características, mas lamentavelmente, está MUITO longe de ser aceito de forma global. O indivíduo comum não se sentirá seguro com o Bitcoin depois de ver os ataques cibernéticos e as negociações de cotações por baixo dos panos pipocando nos jornais como aconteceu com a Mt. Gox.

A comunidade do Bitcoin precisa corrigir esses tipos de problema para que ganhe a confiança do indivíduo comum. Depois que tivermos os indivíduos comuns comprando, vendendo e utilizando as bitcoins é que veremos o seu verdadeiro potencial.

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