Gestão de Banca para Pôquer – Ser Patrocinado vs. Pegar Emprestado – Gestão de Banca

Andrew Teng

Independentemente de sua banca de momento ou de sua situação financeira, muitos jogadores de pôquer participam de determinados jogos apostando com dinheiro de terceiros.

Ao entrar em um acordo para jogar com dinheiro de terceiros, primeiro você deve resolver se será em forma de patrocínio ou de um empréstimo.

Risco vs. Recompensa

A diferença mais óbvia entre as duas opções é o risco comparado à recompensa. Se você estiver sendo patrocinado, seu risco monetário é zero, mas também, estará limitando muito o tamanho de sua recompensa. Em um torneio cujo preço de participação seja US$ 1.000, digamos que o campeão ganhe US$ 125.000.

Patrocínio (a 50%): (US$ 125.000 - US$ 1.000)/2 = US$ 62.000

Empréstimo (a 0%): US$ 125.000 - US$ 1.000 = US$ 124.000

Como é bastante óbvio, a recompensa no recebimento de um empréstimo de US$ 1.000 é um ganho líquido de US$ 62.000. Se você achar que ganha um torneio desses uma vez a cada 61 que joga, estará perdendo dinheiro se optar por receber patrocínio. O que você perde no final das contas, você ganha na variância reduzida.

A equação de patrocínio que utilizei aqui só se aplica se este for o seu primeiro torneio recebendo patrocínio do seu patrocinador específico atual. No mundo real de patrocínio profissional, seus patrocínios anteriores acumulam e você responde por todos eles.

Se você tem um acordo em que recebe um patrocínio do seu patrocinador para entrar toda semana em um torneio de US$ 1.000 e é eliminado nos primeiros 20 jogos antes de entrar no grupo dos que recebem algum prêmio, e só então conquista o torneio, o cálculo de seus ganhos líquidos será o seguinte:

Patrocínio (a 50%): [(US$ 125.000 - US$ 1.000) - US$ 20.000]/2 = US$ 52.000

Há muitos casos em que o acúmulo de dinheiro devido torna-se tão grande que o jogador abandona seu patrocinador e tenta encontrar um novo com quem começar do zero.

Isso é visto como uma manobra de um cretino dos mais sujos, e eu pensaria duas vezes antes de algum dia tentar algo assim... mesmo que seja realmente uma droga ganhar US$ 125.000 e voltar para casa com apenas US$ 4.000 no bolso.

Acordos de Patrocínio

A menos que você seja um vencedor comprovado, ou que tenha feito um acordo com um amigo, é incomum receber 50% do prêmio sendo um jogador. Pessoas dispostas a patrocinar jogadores de pôquer são apostadores sérios e experientes, que buscam um investimento de alto rendimento, alto risco e curto prazo.

Quanto maior for o risco assumido pelo patrocinador, maior será o retorno esperado por ele. A menos que você possa provar que os seus resultados no pôquer são suficientes para reduzir o risco do patrocínio, não espere que a sua parte chegue sequer a 50% se o seu patrocinador não for um amigo.

Agiotas e a Participação

Por outro lado, se você pega um empréstimo, precisa ter a capacidade de pagar todo o montante do empréstimo no prazo acordado. Dependendo de quem lhe emprestou o dinheiro, você pode acumular uma grande dívida se não pagar.

Também é uma boa conhecer a pessoa e seus métodos de recebimento antes de sequer pegar o empréstimo.

Se você está acostumado a pegar empréstimo em banco, está acostumado a uma taxa de juros mais ou menos de 5 a 6%. No mundo dos empréstimos privados e dos agiotas, a quantidade de pontos percentuais que você paga depende da quantia que você está pegando, e também do seu crédito.

Espere pagar qualquer valor de 10 pontos a 95. E os juros são compostos semanalmente.

Empréstimos de amigos podem ser uma alternativa, mas aconselho todos a manterem distância de agiotas. Têm fundamento todos os estereótipos hollywoodianos de agiotas: existem muitos por aí que não ficam tão longe assim da representação.

O tipo de encrenca em que você pode se meter com o agiota errado não é o tipo de problema que você vá querer, de verdade.

Não me levem a mal; existem muitos bons jogadores de pôquer por aí dispostos a oferecer patrocínios e empréstimos - gente boa, interessada em fazer negócios firmes e sólidos. É só se assegurar de que está lidando com um deles, e não com aqueles outros.

Dinheiro Fácil? Não Tão Rápido

São raras as situações em que é uma coisa inteligente pegar um empréstimo para jogar pôquer. Todas elas giram em torno de você ter o capital de giro e o dinheiro, mas não poder ter acesso a ele durante um período determinado. Por exemplo, você vai para Bermuda e acaba entrando em um jogo a dinheiro que você não tem em espécie para bancar, já que deixou tudo no seu cofre do Bellagio.

Se você não tem dinheiro para jogar, realmente não deveria jogar. Ou deveria jogar com o apoio de um patrocinador. Há muitos jogadores bons o suficiente para vencer jogos que eles simplesmente não têm dinheiro, na realidade, sequer para entrar - acontece muito porque suas habilidades de gestão de banca ficam entre ruins e inexistentes.

Não dá para jogar a variante “No-Limit” do pôquer com algum sucesso se você não estiver verdadeiramente disposto a perder todo o dinheiro que está ali à sua frente. Você precisa ser capaz de e estar disposto a apostar todas as fichas em um palpite, ou de usar tudo o que tem para intimidar um adversário. Para fazer isso, você precisa ser capaz de poder perder o que colocou em jogo.

Se você pega um empréstimo com a esperança de ganhar muito dinheiro em um jogo de pôquer e zerar suas dívidas, você está remando contra a maré.

Não participe de um jogo, a menos que tenha capital de giro ou uma forma de bancar o prejuízo. Se não tiver nenhuma dessas duas opções, jogue com um patrocínio.

Quando ambas as partes envolvidas compreendem de que maneira um patrocínio difere de um empréstimo, isso deixa você liberado para praticar um pôquer ousado sem ter que ficar com medo só de pensar em perder suas fichas.

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